Mas, veja bem, só em você depender do cartório (estatal), a lógica já se torna fragilizada.
Na realidade a Bitcoin, em tese, não depende dos governos para existir, circular e ter valor. Aparentemente essa foi a estratégia escolhida pelos "core developers" (Bitcoin Foundation, etc), mas apenas por uma questão de conveniência, talvez porque "menos atrito facilite as coisas".
Agora, quem realmente precisa se enquadrar nas regulamentações estatais (não tem como escapar) são os "pontos centralizados" da Bitcoin: os prestadores de serviços como exchanges, por exemplo, que demandam trust.
Meu conselho é você direcionar a energia que demanda para criar uma altcoin (que, com certeza, não é tarefa fácil, principalmente conseguir que a moeda não "morra" - o que seria péssimo para sua reputação) e usar toda essa energia divulgando as criptomoedas na cidade onde você mora (se talvez você não esteja satisfeito com a Bitcoin, eleja uma altcoin - existem algumas sérias por aí - pessoalmente escolhi a DASH, mas existem ainda outras boas opções, fique livre, o importante é sua convicção). Converse com amigos, com os comerciantes que você seja cliente... em resumo, seja um evangelizador local (siga o belo exemplo do Fabio Anjos, em Aracaju). Desse modo você estará apresentando uma alternativa séria ao Real: as criptomoedas.
