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Author Topic: Brigas entre programadores ameaçam futuro do bitcoin  (Read 951 times)
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January 20, 2016, 06:13:29 PM
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http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868-brigas-entre-programadores-ameacam-futuro-do-bitcoin.shtml

Quote
Mike Hearn, um programador de computadores britânico, ficou trancado em
seu apartamento de dois quartos em Zurique, por diversos dias, neste mês,
para escrever um apaixonado protesto.
Dois anos atrás, Hearn deixou um confortável emprego como programador na
unidade suíça do Google para se dedicar em tempo integral à sua grande
paixão: a moeda virtual bitcoin. Ele era parte do pequeno grupo de
desenvolvedores, de todo o mundo, que se dedicam a manter tanto o software
básico que governa a criação de novos bitcoins quanto a rede na qual as
transações financeiras com a moeda virtual acontecem.
Mas uma briga feia dilacerou a pequena irmandade de desenvolvedores do
bitcoin e despertou dúvidas quanto à sobrevivência da moeda virtual. Hearn,
até recentemente um dos líderes mais conhecidos do projeto Bitcoin, se
desiludiu a tal ponto com ele que, em dezembro, vendeu as poucas centenas
de bitcoins que lhe restavam e aceitou discretamente uma proposta de
emprego apresentada por uma start­up.
O post apaixonado em que ele estava trabalhando para seu blog era o anúncio
de que deixaria o bitcoin para trás de uma vez por todas. "O bitcoin deixou de
ser uma comunidade transparente e aberta e se agora vive dominado por
censura irrestrita e ataques mútuos entre os membros do grupo", ele
escreveu.
A disputa –que surgiu de uma questão sobre o número de transações por
segundo que a rede do bitcoin deve ser capaz de aceitar– pode parecer algo
que interessa apenas aos mais dedicados seguidores da tecnologia. Mas expôs
diferenças mais profundas sobre os objetivos básicos do projeto Bitcoin e
sobre o governo das comunidades on­line.
As partes em conflito retrataram uma à outra como, de um lado, populistas
cujo objetivo é expandir o potencial comercial do bitcoin, e, do outro, elitistas
mais preocupados em proteger o status da moeda virtual como desafiante
radical às moedas existentes.
A divisão levou, nos últimos seis meses, a ameaças de morte contra
desenvolvedores do bitcoin e a ataques de hackers que derrubaram
provedores de acesso à internet. Os dois lados se sentem profundamente
traídos. Um dos principais antagonistas de Hearn, um barbudo programador
californiano chamado Gregory Maxwell, também parece ter se afastado de seu
trabalho no bitcoin, depois de receber ameaças anônimas de morte.
Essas disputas internas surgiram no momento em que a tecnologia do bitcoin
começa a ganhar credibilidade em Wall Street e no Vale do Silício. Ao longo
das muitas controvérsias que abalaram a moeda virtual –entre as quais
diversos casos de roubo e fraude–, o software básico continuou funcionando
como esperado.
Essa consistência elevou o valor dos bitcoins em circulação a mais de US$ 6
bilhões e levou empresas do setor de capital para empreendimentos a
imaginar que a tecnologia poderia se tornar o futuro das finanças, uma
maneira mais rápida e barata de executar toda espécie de transação
financeira.
Parte do atrativo primário do bitcoin é sua promessa de oferecer alternativa
mais segura e confiável às moedas e redes financeiras existentes. Ao contrário
do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e de Wall
Street, instituições administradas por seres humanos, o bitcoin supostamente
deveria depender da infalível lógica da matemática e dos códigos de
computação.

Nesse sistema, programadores como Hearn, que muitas vezes contribuem
voluntariamente com seus conhecimentos e trabalho, eram vistos como
técnicos neutros.
A disputa atual, porém, é lembrete de que o software do bitcoin –como todos
os códigos de computação– é um produto da mente humana e passa por
evolução, e por isso seu desenvolvimento está sujeito às fragilidades humanas
e a divergências de ideias.
Não há certeza quanto a quem realmente deu início à briga, mas no momento
os dois lados estão em impasse, e isso deixou o software do bitcoin –e a
moeda virtual em si– no limbo. Hearn está convencido de que o impasse em
breve tornará difícil realizar até mesmo transações simples, e que isso
terminará por afastar os usuários e resultar em um colapso de preço.
As preocupações de Hearn quanto ao impasse foram ecoadas, muitas vezes
em tom menos estridente, por número crescente de outros desenvolvedores,
bem como por startups que compram, vendem e mantêm bitcoins.
Gavin Andersen, colaborador próximo de Hearns e um dos mais veteranos
participantes no desenvolvimento do software do bitcoin, disse que a disputa
provavelmente causaria perturbações em curto prazo, mas que discorda da
ideia de que ela prejudicará as perspectivas do bitcoin em longo prazo. Outros
líderes do bitcoin expressaram sentimento semelhante, e os investidores
parecem inclinados a acreditar neles: o preço do bitcoin na verdade subiu nos
últimos meses, para cerca de US$ 430 por bitcoin.
Alguns dos aliados de Hearn na batalha esperam que o impasse possa ser
rompido se as grandes companhias do bitcoin se unirem em torno de algo
como o Bitcoin Classic, uma nova versão do software básico do bitcoin
anunciada este mês, com o objetivo de expandir a capacidade da rede e ao
mesmo tempo introduzir novos padrões de governança.
Mas Hearn está convencido de que já é tarde demais. Em passeios noturnos
nos bosques perto de seu apartamento em Zurique, ele vem tentando
descobrir em que ponto o bitcoin começou a dar errado, e o que isso significa
para as crenças idealistas que o levaram ao processo.
"Jamais me ocorreu que a coisa pudesse simplesmente se desmantelar por as
pessoas terem enlouquecido e por haver desacordos políticos fundamentais
quanto aos objetivos do projeto", disse Hearn em entrevista por Skype, de seu
apartamento. "Isso realmente abalou minha fé na humanidade".
PROPONENTE INICIAL
Hearn, 31, cresceu em Manchester, Inglaterra, onde dedicava suas horas de
folga à música e escaladas. Ele foi um dos primeiros programadores sérios a
se interessar pelo bitcoin, em abril de 2009, poucos meses depois que o
misterioso criador da moeda virtual, conhecido como Satoshi Nakamoto, a
apresentou ao mundo.
Na época, Hearn estava trabalhando em software de mapeamento para o
Google, o emprego que mantinha desde que se formou em ciência da
computação pela Universidade de Durham, na Inglaterra. Ele não tinha
envolvimento profissional com finanças ou moedas, mas a crise financeira o
convenceu de que moedas nacionais eram vulneráveis à política e a más
decisões.
Quando uma busca na Web o conduziu ao primitivo site do bitcoin, ele
imediatamente entrou em contato com Satoshi, o nome pelo qual o fundador
era conhecido. "Tenho muitas questões", escreveu Hearn. "Mas é raro
encontrar ideias verdadeiramente revolucionárias".
Como muitos dos programadores que se interessaram pela ideia nos
primeiros dias, Hearn admirava o fato de que o sistema fosse governado por
regras. Apenas 21 milhões de bitcoins seriam criados, e a distribuição dos
novos bitcoins estava claramente determinada, e dependia de algoritmos
matemáticos que não deixavam espaço para interferência humana.
Satoshi havia escrito o software que continha essas regras, mas depois de seu
lançamento todo mundo podia ver o código e realizar mudanças. As pessoas
que baixassem o software de fonte aberta essencialmente votavam em que
mudanças aceitar com base na versão do software que escolhessem usar.
Se Satoshi propusesse mudanças que não as agradassem, bastava não baixar e
não usar a nova versão, e todos estavam autorizados a propor alternativas.
O bitcoin, como muitos outros projetos de código aberto, era uma espécie de
democracia sem líder –uma nova forma de governar o comportamento
humano on­line. Para cada computador, um voto, e todos estavam
autorizados a propor novas leis.
Danny Ghitis/The New York Times
Caixa­eletrônico de bitcoins em Nova York; rumos da moeda são incertos
Foi preciso algum tempo para que o bitcoin ganhasse espaço, mas, pelo final
de 2010, quando Hearn começou a contribuir para o código, a moeda já havia
começado a atrair um grupo entusiasmado de seguidores. A estrutura
aparentemente sem líder e o funcionamento redondo do software
conquistaram renome para o bitcoin entre os libertários e anarquistas, e em
breve entre os empreendedores e os executivos de capital para
empreendimentos, que se deixaram atrair pelas fundações transparentes e
matemáticas do projeto.
Hearn se uniu a um grupo pequeno mas crescente de voluntários que
trabalhavam com o software básico do bitcoin, de todos os quadrantes do
planeta, os mais dedicados dos quais se tornaram conhecidos como
"desenvolvedores chave".
Eles se encontraram pessoalmente apenas algumas vezes, mas conversavam
on­line constantemente e trocavam e­mails para discutir possíveis mudanças.
O líder do esforço, depois que Satoshi se afastou em 2011 (sem jamais revelar
sua verdadeira identidade), era Andresen, um sujeito amável, pai de dois
filhos e morador na região central de Massachusetts, que mantinha todos os
envolvidos na mesma sintonia.
COMEÇO DA CRISE
A cordialidade começou a se desgastar no ano passado, por conta de algo que
parecia ser um desdobramento positivo: o crescimento continuado no número
de usuários e transações do bitcoin.
O problema era que, no começo, Satoshi havia estabelecido um limite para o
número de transações que podia ser processado pela rede a cada 10 minutos.
O limite tinha por objetivo assegurar que os computadores que hospedavam a
rede e processavam as transações não se vissem sobrecarregados.
Mas Satoshi havia sugerido que o limite fosse temporário e, à medida que o
número de transações executadas pela rede se aproximava mais e mais do
limite, começaram a ocorrer atrasos e bloqueio de transações.
Quando Hearn começou a pressionar por mudança no software central do
bitcoin a fim de permitir blocos maiores de dados de transações, ele enfrentou
resistência. Gregory Maxwell, programador no geral autodidata que trabalhou
20/01/2016 Brigas entre programadores ameaçam futuro do bitcoin ­ 19/01/2016 ­ Tec ­ Folha de S.Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868­brigas­entre­programadores­ameacam­futuro­do­bitcoin.shtml 5/7
resistência. Gregory Maxwell, programador no geral autodidata que trabalhou
para a Wikipedia e no desenvolvimento do navegador Mozilla, ambos projetos
de código aberto, disse que seria mais difícil para computadores comuns
processar blocos maiores de transações.
O resultado, alertou Maxwell, seria que o controle da rede fosse entregue a
grandes empresas capazes de bancar computadores poderosos. Para Maxwell,
uma lentidão maior nas transações parecia ser questão secundária diante da
proteção do bitcoin contra fontes centralizadas de autoridade.
"Não está de maneira alguma claro para mim que o mundo terá, nas próximas
décadas, uma segunda chance de fazer o que estamos fazendo, caso o bitcoin
recaia naquela coisa de sempre", ele escreveu aos demais desenvolvedores.
Hearn rebateu que a questão técnica não era assim tão séria; computadores
comuns em geral eram capazes de processar os blocos maiores de dados de
transações. O mais importante, ele argumentou, era que o bitcoin precisava
primeiro encontrar sucesso como rede de pagamento mais rápida e barata, a
exemplo do PayPal ou Visa.
Se o bitcoin desejava competir com os sistemas comerciais de pagamentos,
capazes de processar dezenas de milhares de transações por segundo, teria de
abandonar o limite existente de menos de sete transações por segundo.
O debate era complicado pelos interesses financeiros das pessoas envolvidas. Maxwell e diversos de seus aliados estavam trabalhando em uma start­up de
bitcoins chamada Blockstream, com US$ 21 milhões em capital arrecadados
junto ao setor de capital para empreendimentos.
A start­up estava tentando viabilizar a retirada de algumas transações da rede
do bitcoin, o que tornaria menos importante o limite de transações por
segundo. Depois de sair do Google, Hearn começou a receber salário por seu
trabalho com o bitcoin do grupo de capital para empreendimentos
Andreessen Horowitz, um dos maiores partidários das start­ups de bitcoin no
Vale do Silício.
À medida que o debate se tornava mais e mais acrimonioso, as amizades entre
os desenvolvedores chave começaram a sofrer.
No passado, Andresen, o líder do projeto de software do bitcoin (que não é
parente de Marc Andreessen da Andreessen Horowitz), teria intercedido para
mediar o conflito. Andresen diz que, como "responsável pela manutenção",
ele sempre buscou consenso mas, nas poucas ocasiões em que surgiram
diferenças irreconciliáveis, assumiu a responsabilidade pela escolha, agindo
como uma espécie de "ditador benevolente".
No entanto, Andresen abandonou seu envolvimento diário com o bitcoin em
2014 e transferiu a responsabilidade pela manutenção a outro voluntário do
projeto, Wladimir van der Laan, um programador holandês, que disse que
não pretendia seguir o exemplo de Andresen.
"Não posso decidir questões em nível de rede", afirmou Van der Laan via e­ mail. "Ninguém é 'dono' do bitcoin. Ninguém pode decidir sobre o bitcoin
como se ele fosse uma espécie de empresa."
Hearn e Andresen por fim decidiram, no terceiro trimestre de 2015, que a
única maneira de continuar com o projeto era decidir por meio do voto das
pessoas que usam o software do bitcoin. Eles desenvolveram uma nova versão
do software central –em larga medida igual ao software atual, mas permitindo
mais transações– e a chamaram Bitcoin XT. Se uma maioria clara de usuários
do sistema baixasse o software, ele se tornaria a nova lei do mercado –o que é
conhecido como "fork" [bifurcação], na terminologia do software de código
aberto.
Bifurcações são parte comum do processo do software de código aberto, e no
passado foram usadas para fazer pequenos reparos, aprovados por
unanimidade, no bitcoin. Mas ninguém havia tentado uma bifurcação divisiva
como a proposta por Hearn e Andresen, em larga medida pelo risco de que ela
resultasse em duas redes de bitcoin incompatíveis e criasse questões sobre a
legitimidade e o valor dos bitcoins existentes.
"E é isso. Aqui estamos. A comunidade está dividida e o bitcoin está passando
por uma bifurcação", escreveu Hearn em 15 de agosto ao anunciar o novo
20/01/2016 Brigas entre programadores ameaçam futuro do bitcoin ­ 19/01/2016 ­ Tec ­ Folha de S.Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868­brigas­entre­programadores­ameacam­futuro­do­bitcoin.shtml 6/7
software.
O lançamento do Bitcoin XT foi visto por Van der Laan e Maxwell como
traição. Sim, a prática envolvida é democrática, mas eles afirmaram que as
decisões sobre o software central deveriam caber aos especialistas técnicos –e
não a ativistas e populistas.
A disputa tomou dimensões maiores quando um hacker habilidoso distribuiu
o Bitkiller, um software destrutivo que buscava computadores que tivessem
baixado o software Bitcoin XT e sobrecarregava­os de tráfego. Um provedor
de acesso à internet em Long Island informou que ataques com o Bitkiller
haviam derrubado sua rede no sul de Long Island por diversas horas.
A Coinbase, a maior empresa de bitcoin dos Estados Unidos, saiu
completamente de rede por breves períodos, depois de declarar apoio ao XT.
Não surpreende que isso tenha assustado muitos usuários do bitcoin e os
dissuadido de usar o novo software ou declarar apoio a ele.
O hacker responsável pelo ataque, aparentemente radicado na Rússia, disse a
Hearn em conversa on­line que alguém o havia "pago para matar o XT" –
ainda que tenha se recusado a identificar o responsável.
No final do ano, Maxwell e seus aliados tentaram promover um compromisso.
Organizaram reuniões em Montreal e Hong Kong para que os principais
desenvolvedores conversassem sobre maneiras alternativas de ampliar o
sistema do bitcoin. Andresen foi à primeira delas, e os aliados de Maxwell lá
presentes anunciaram seu plano, mais gradual, para ampliar a capacidade da
rede. Mas Andresen e Hearn concluíram que as recomendações propostas na
reunião não seriam suficientes.
FUTURO INCERTO
A despeito da discórdia, Hearn não perdeu toda a fé nas ideias que embasam
o bitcoin. A R3, startup de Nova York na qual ele aceitou emprego, está
desenvolvendo redes semelhantes ao bitcoin para bancos, a fim de permitir
formas mais fáceis e baratas de transacionar toda espécie de ativo.
A start­up quer tirar vantagem dos métodos menos centralizados de registro
usados no bitcoin mas ainda assim permitir que haja alguém no comando,
cuidando do software e administrando o acesso ao sistema.
Esse trabalho não tem a pureza do bitcoin, mas, depois de meses de noites
mal dormidas e de preocupação sobre promessas traídas, disse Hearn, "quero
voltar a estar em um ambiente profissional e conviver com pessoas centradas
em alguma forma de realidade de negócios".
Tradução de PAULO MIGLIACCI

E aí, alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?
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http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868-brigas-entre-programadores-ameacam-futuro-do-bitcoin.shtml

Quote
Mike Hearn, um programador de computadores britânico, ficou trancado em
seu apartamento de dois quartos em Zurique, por diversos dias, neste mês,
para escrever um apaixonado protesto.
Dois anos atrás, Hearn deixou um confortável emprego como programador na
unidade suíça do Google para se dedicar em tempo integral à sua grande
paixão: a moeda virtual bitcoin. Ele era parte do pequeno grupo de
desenvolvedores, de todo o mundo, que se dedicam a manter tanto o software
básico que governa a criação de novos bitcoins quanto a rede na qual as
transações financeiras com a moeda virtual acontecem.
Mas uma briga feia dilacerou a pequena irmandade de desenvolvedores do
bitcoin e despertou dúvidas quanto à sobrevivência da moeda virtual. Hearn,
até recentemente um dos líderes mais conhecidos do projeto Bitcoin, se
desiludiu a tal ponto com ele que, em dezembro, vendeu as poucas centenas
de bitcoins que lhe restavam e aceitou discretamente uma proposta de
emprego apresentada por uma start­up.
O post apaixonado em que ele estava trabalhando para seu blog era o anúncio
de que deixaria o bitcoin para trás de uma vez por todas. "O bitcoin deixou de
ser uma comunidade transparente e aberta e se agora vive dominado por
censura irrestrita e ataques mútuos entre os membros do grupo", ele
escreveu.
A disputa –que surgiu de uma questão sobre o número de transações por
segundo que a rede do bitcoin deve ser capaz de aceitar– pode parecer algo
que interessa apenas aos mais dedicados seguidores da tecnologia. Mas expôs
diferenças mais profundas sobre os objetivos básicos do projeto Bitcoin e
sobre o governo das comunidades on­line.
As partes em conflito retrataram uma à outra como, de um lado, populistas
cujo objetivo é expandir o potencial comercial do bitcoin, e, do outro, elitistas
mais preocupados em proteger o status da moeda virtual como desafiante
radical às moedas existentes.
A divisão levou, nos últimos seis meses, a ameaças de morte contra
desenvolvedores do bitcoin e a ataques de hackers que derrubaram
provedores de acesso à internet. Os dois lados se sentem profundamente
traídos. Um dos principais antagonistas de Hearn, um barbudo programador
californiano chamado Gregory Maxwell, também parece ter se afastado de seu
trabalho no bitcoin, depois de receber ameaças anônimas de morte.
Essas disputas internas surgiram no momento em que a tecnologia do bitcoin
começa a ganhar credibilidade em Wall Street e no Vale do Silício. Ao longo
das muitas controvérsias que abalaram a moeda virtual –entre as quais
diversos casos de roubo e fraude–, o software básico continuou funcionando
como esperado.
Essa consistência elevou o valor dos bitcoins em circulação a mais de US$ 6
bilhões e levou empresas do setor de capital para empreendimentos a
imaginar que a tecnologia poderia se tornar o futuro das finanças, uma
maneira mais rápida e barata de executar toda espécie de transação
financeira.
Parte do atrativo primário do bitcoin é sua promessa de oferecer alternativa
mais segura e confiável às moedas e redes financeiras existentes. Ao contrário
do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e de Wall
Street, instituições administradas por seres humanos, o bitcoin supostamente
deveria depender da infalível lógica da matemática e dos códigos de
computação.

Nesse sistema, programadores como Hearn, que muitas vezes contribuem
voluntariamente com seus conhecimentos e trabalho, eram vistos como
técnicos neutros.
A disputa atual, porém, é lembrete de que o software do bitcoin –como todos
os códigos de computação– é um produto da mente humana e passa por
evolução, e por isso seu desenvolvimento está sujeito às fragilidades humanas
e a divergências de ideias.
Não há certeza quanto a quem realmente deu início à briga, mas no momento
os dois lados estão em impasse, e isso deixou o software do bitcoin –e a
moeda virtual em si– no limbo. Hearn está convencido de que o impasse em
breve tornará difícil realizar até mesmo transações simples, e que isso
terminará por afastar os usuários e resultar em um colapso de preço.
As preocupações de Hearn quanto ao impasse foram ecoadas, muitas vezes
em tom menos estridente, por número crescente de outros desenvolvedores,
bem como por startups que compram, vendem e mantêm bitcoins.
Gavin Andersen, colaborador próximo de Hearns e um dos mais veteranos
participantes no desenvolvimento do software do bitcoin, disse que a disputa
provavelmente causaria perturbações em curto prazo, mas que discorda da
ideia de que ela prejudicará as perspectivas do bitcoin em longo prazo. Outros
líderes do bitcoin expressaram sentimento semelhante, e os investidores
parecem inclinados a acreditar neles: o preço do bitcoin na verdade subiu nos
últimos meses, para cerca de US$ 430 por bitcoin.
Alguns dos aliados de Hearn na batalha esperam que o impasse possa ser
rompido se as grandes companhias do bitcoin se unirem em torno de algo
como o Bitcoin Classic, uma nova versão do software básico do bitcoin
anunciada este mês, com o objetivo de expandir a capacidade da rede e ao
mesmo tempo introduzir novos padrões de governança.
Mas Hearn está convencido de que já é tarde demais. Em passeios noturnos
nos bosques perto de seu apartamento em Zurique, ele vem tentando
descobrir em que ponto o bitcoin começou a dar errado, e o que isso significa
para as crenças idealistas que o levaram ao processo.
"Jamais me ocorreu que a coisa pudesse simplesmente se desmantelar por as
pessoas terem enlouquecido e por haver desacordos políticos fundamentais
quanto aos objetivos do projeto", disse Hearn em entrevista por Skype, de seu
apartamento. "Isso realmente abalou minha fé na humanidade".
PROPONENTE INICIAL
Hearn, 31, cresceu em Manchester, Inglaterra, onde dedicava suas horas de
folga à música e escaladas. Ele foi um dos primeiros programadores sérios a
se interessar pelo bitcoin, em abril de 2009, poucos meses depois que o
misterioso criador da moeda virtual, conhecido como Satoshi Nakamoto, a
apresentou ao mundo.
Na época, Hearn estava trabalhando em software de mapeamento para o
Google, o emprego que mantinha desde que se formou em ciência da
computação pela Universidade de Durham, na Inglaterra. Ele não tinha
envolvimento profissional com finanças ou moedas, mas a crise financeira o
convenceu de que moedas nacionais eram vulneráveis à política e a más
decisões.
Quando uma busca na Web o conduziu ao primitivo site do bitcoin, ele
imediatamente entrou em contato com Satoshi, o nome pelo qual o fundador
era conhecido. "Tenho muitas questões", escreveu Hearn. "Mas é raro
encontrar ideias verdadeiramente revolucionárias".
Como muitos dos programadores que se interessaram pela ideia nos
primeiros dias, Hearn admirava o fato de que o sistema fosse governado por
regras. Apenas 21 milhões de bitcoins seriam criados, e a distribuição dos
novos bitcoins estava claramente determinada, e dependia de algoritmos
matemáticos que não deixavam espaço para interferência humana.
Satoshi havia escrito o software que continha essas regras, mas depois de seu
lançamento todo mundo podia ver o código e realizar mudanças. As pessoas
que baixassem o software de fonte aberta essencialmente votavam em que
mudanças aceitar com base na versão do software que escolhessem usar.
Se Satoshi propusesse mudanças que não as agradassem, bastava não baixar e
não usar a nova versão, e todos estavam autorizados a propor alternativas.
O bitcoin, como muitos outros projetos de código aberto, era uma espécie de
democracia sem líder –uma nova forma de governar o comportamento
humano on­line. Para cada computador, um voto, e todos estavam
autorizados a propor novas leis.
Danny Ghitis/The New York Times
Caixa­eletrônico de bitcoins em Nova York; rumos da moeda são incertos
Foi preciso algum tempo para que o bitcoin ganhasse espaço, mas, pelo final
de 2010, quando Hearn começou a contribuir para o código, a moeda já havia
começado a atrair um grupo entusiasmado de seguidores. A estrutura
aparentemente sem líder e o funcionamento redondo do software
conquistaram renome para o bitcoin entre os libertários e anarquistas, e em
breve entre os empreendedores e os executivos de capital para
empreendimentos, que se deixaram atrair pelas fundações transparentes e
matemáticas do projeto.
Hearn se uniu a um grupo pequeno mas crescente de voluntários que
trabalhavam com o software básico do bitcoin, de todos os quadrantes do
planeta, os mais dedicados dos quais se tornaram conhecidos como
"desenvolvedores chave".
Eles se encontraram pessoalmente apenas algumas vezes, mas conversavam
on­line constantemente e trocavam e­mails para discutir possíveis mudanças.
O líder do esforço, depois que Satoshi se afastou em 2011 (sem jamais revelar
sua verdadeira identidade), era Andresen, um sujeito amável, pai de dois
filhos e morador na região central de Massachusetts, que mantinha todos os
envolvidos na mesma sintonia.
COMEÇO DA CRISE
A cordialidade começou a se desgastar no ano passado, por conta de algo que
parecia ser um desdobramento positivo: o crescimento continuado no número
de usuários e transações do bitcoin.
O problema era que, no começo, Satoshi havia estabelecido um limite para o
número de transações que podia ser processado pela rede a cada 10 minutos.
O limite tinha por objetivo assegurar que os computadores que hospedavam a
rede e processavam as transações não se vissem sobrecarregados.
Mas Satoshi havia sugerido que o limite fosse temporário e, à medida que o
número de transações executadas pela rede se aproximava mais e mais do
limite, começaram a ocorrer atrasos e bloqueio de transações.
Quando Hearn começou a pressionar por mudança no software central do
bitcoin a fim de permitir blocos maiores de dados de transações, ele enfrentou
resistência. Gregory Maxwell, programador no geral autodidata que trabalhou
20/01/2016 Brigas entre programadores ameaçam futuro do bitcoin ­ 19/01/2016 ­ Tec ­ Folha de S.Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868­brigas­entre­programadores­ameacam­futuro­do­bitcoin.shtml 5/7
resistência. Gregory Maxwell, programador no geral autodidata que trabalhou
para a Wikipedia e no desenvolvimento do navegador Mozilla, ambos projetos
de código aberto, disse que seria mais difícil para computadores comuns
processar blocos maiores de transações.
O resultado, alertou Maxwell, seria que o controle da rede fosse entregue a
grandes empresas capazes de bancar computadores poderosos. Para Maxwell,
uma lentidão maior nas transações parecia ser questão secundária diante da
proteção do bitcoin contra fontes centralizadas de autoridade.
"Não está de maneira alguma claro para mim que o mundo terá, nas próximas
décadas, uma segunda chance de fazer o que estamos fazendo, caso o bitcoin
recaia naquela coisa de sempre", ele escreveu aos demais desenvolvedores.
Hearn rebateu que a questão técnica não era assim tão séria; computadores
comuns em geral eram capazes de processar os blocos maiores de dados de
transações. O mais importante, ele argumentou, era que o bitcoin precisava
primeiro encontrar sucesso como rede de pagamento mais rápida e barata, a
exemplo do PayPal ou Visa.
Se o bitcoin desejava competir com os sistemas comerciais de pagamentos,
capazes de processar dezenas de milhares de transações por segundo, teria de
abandonar o limite existente de menos de sete transações por segundo.
O debate era complicado pelos interesses financeiros das pessoas envolvidas. Maxwell e diversos de seus aliados estavam trabalhando em uma start­up de
bitcoins chamada Blockstream, com US$ 21 milhões em capital arrecadados
junto ao setor de capital para empreendimentos.
A start­up estava tentando viabilizar a retirada de algumas transações da rede
do bitcoin, o que tornaria menos importante o limite de transações por
segundo. Depois de sair do Google, Hearn começou a receber salário por seu
trabalho com o bitcoin do grupo de capital para empreendimentos
Andreessen Horowitz, um dos maiores partidários das start­ups de bitcoin no
Vale do Silício.
À medida que o debate se tornava mais e mais acrimonioso, as amizades entre
os desenvolvedores chave começaram a sofrer.
No passado, Andresen, o líder do projeto de software do bitcoin (que não é
parente de Marc Andreessen da Andreessen Horowitz), teria intercedido para
mediar o conflito. Andresen diz que, como "responsável pela manutenção",
ele sempre buscou consenso mas, nas poucas ocasiões em que surgiram
diferenças irreconciliáveis, assumiu a responsabilidade pela escolha, agindo
como uma espécie de "ditador benevolente".
No entanto, Andresen abandonou seu envolvimento diário com o bitcoin em
2014 e transferiu a responsabilidade pela manutenção a outro voluntário do
projeto, Wladimir van der Laan, um programador holandês, que disse que
não pretendia seguir o exemplo de Andresen.
"Não posso decidir questões em nível de rede", afirmou Van der Laan via e­ mail. "Ninguém é 'dono' do bitcoin. Ninguém pode decidir sobre o bitcoin
como se ele fosse uma espécie de empresa."
Hearn e Andresen por fim decidiram, no terceiro trimestre de 2015, que a
única maneira de continuar com o projeto era decidir por meio do voto das
pessoas que usam o software do bitcoin. Eles desenvolveram uma nova versão
do software central –em larga medida igual ao software atual, mas permitindo
mais transações– e a chamaram Bitcoin XT. Se uma maioria clara de usuários
do sistema baixasse o software, ele se tornaria a nova lei do mercado –o que é
conhecido como "fork" [bifurcação], na terminologia do software de código
aberto.
Bifurcações são parte comum do processo do software de código aberto, e no
passado foram usadas para fazer pequenos reparos, aprovados por
unanimidade, no bitcoin. Mas ninguém havia tentado uma bifurcação divisiva
como a proposta por Hearn e Andresen, em larga medida pelo risco de que ela
resultasse em duas redes de bitcoin incompatíveis e criasse questões sobre a
legitimidade e o valor dos bitcoins existentes.
"E é isso. Aqui estamos. A comunidade está dividida e o bitcoin está passando
por uma bifurcação", escreveu Hearn em 15 de agosto ao anunciar o novo
20/01/2016 Brigas entre programadores ameaçam futuro do bitcoin ­ 19/01/2016 ­ Tec ­ Folha de S.Paulo
http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868­brigas­entre­programadores­ameacam­futuro­do­bitcoin.shtml 6/7
software.
O lançamento do Bitcoin XT foi visto por Van der Laan e Maxwell como
traição. Sim, a prática envolvida é democrática, mas eles afirmaram que as
decisões sobre o software central deveriam caber aos especialistas técnicos –e
não a ativistas e populistas.
A disputa tomou dimensões maiores quando um hacker habilidoso distribuiu
o Bitkiller, um software destrutivo que buscava computadores que tivessem
baixado o software Bitcoin XT e sobrecarregava­os de tráfego. Um provedor
de acesso à internet em Long Island informou que ataques com o Bitkiller
haviam derrubado sua rede no sul de Long Island por diversas horas.
A Coinbase, a maior empresa de bitcoin dos Estados Unidos, saiu
completamente de rede por breves períodos, depois de declarar apoio ao XT.
Não surpreende que isso tenha assustado muitos usuários do bitcoin e os
dissuadido de usar o novo software ou declarar apoio a ele.
O hacker responsável pelo ataque, aparentemente radicado na Rússia, disse a
Hearn em conversa on­line que alguém o havia "pago para matar o XT" –
ainda que tenha se recusado a identificar o responsável.
No final do ano, Maxwell e seus aliados tentaram promover um compromisso.
Organizaram reuniões em Montreal e Hong Kong para que os principais
desenvolvedores conversassem sobre maneiras alternativas de ampliar o
sistema do bitcoin. Andresen foi à primeira delas, e os aliados de Maxwell lá
presentes anunciaram seu plano, mais gradual, para ampliar a capacidade da
rede. Mas Andresen e Hearn concluíram que as recomendações propostas na
reunião não seriam suficientes.
FUTURO INCERTO
A despeito da discórdia, Hearn não perdeu toda a fé nas ideias que embasam
o bitcoin. A R3, startup de Nova York na qual ele aceitou emprego, está
desenvolvendo redes semelhantes ao bitcoin para bancos, a fim de permitir
formas mais fáceis e baratas de transacionar toda espécie de ativo.
A start­up quer tirar vantagem dos métodos menos centralizados de registro
usados no bitcoin mas ainda assim permitir que haja alguém no comando,
cuidando do software e administrando o acesso ao sistema.
Esse trabalho não tem a pureza do bitcoin, mas, depois de meses de noites
mal dormidas e de preocupação sobre promessas traídas, disse Hearn, "quero
voltar a estar em um ambiente profissional e conviver com pessoas centradas
em alguma forma de realidade de negócios".
Tradução de PAULO MIGLIACCI

E aí, alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?

Essa briga vai longe. Não sei o que irá acontecer. Quem viver verá.

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girino
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January 20, 2016, 06:28:56 PM
 #3

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868-brigas-entre-programadores-ameacam-futuro-do-bitcoin.shtml

Quote
Mike Hearn, mimimi, mimimi, mimimi

E aí, alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?

Vai acontecer absolutamente nada. O Mike Hearn não é nem nunca foi importante no time do bitcoin-core. Sempre foi uma especie de "conselheiro" pra trazer ideias novas. Que sempre eram contrarias ao que os outros devs acreditavam, e nunca eram postas em pratica. Resumindo, ele era um zé ninguem que ninguem ouvia...

Vai continuar sendo agora que "saiu" do time...

ele sempre foi chegado num mimimi e num  press release, então esse vai ser o ápice da carreira dele. Nunca mais ele vai conseguir tanta gente lendo o mimimi dele quanto dessa vez. Da proxima vez, já vão todos olhar pra essa e ver que ele estava mesmo era de mimimi e ignorá-lo.

Paredao
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January 20, 2016, 06:34:44 PM
 #4

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868-brigas-entre-programadores-ameacam-futuro-do-bitcoin.shtml

Quote
Mike Hearn, mimimi, mimimi, mimimi

E aí, alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?

Vai acontecer absolutamente nada. O Mike Hearn não é nem nunca foi importante no time do bitcoin-core. Sempre foi uma especie de "conselheiro" pra trazer ideias novas. Que sempre eram contrarias ao que os outros devs acreditavam, e nunca eram postas em pratica. Resumindo, ele era um zé ninguem que ninguem ouvia...

Vai continuar sendo agora que "saiu" do time...

ele sempre foi chegado num mimimi e num  press release, então esse vai ser o ápice da carreira dele. Nunca mais ele vai conseguir tanta gente lendo o mimimi dele quanto dessa vez. Da proxima vez, já vão todos olhar pra essa e ver que ele estava mesmo era de mimimi e ignorá-lo.

Gostei do Mimimi Do Mike Hearn. Rsrsrsrs.... Ele está usando o chamado "Jus Esperneante"  Cheesy Cheesy Cheesy Cheesy

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January 20, 2016, 07:03:03 PM
 #5

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868-brigas-entre-programadores-ameacam-futuro-do-bitcoin.shtml

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Mike Hearn, mimimi, mimimi, mimimi

E aí, alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?

Vai acontecer absolutamente nada. O Mike Hearn não é nem nunca foi importante no time do bitcoin-core. Sempre foi uma especie de "conselheiro" pra trazer ideias novas. Que sempre eram contrarias ao que os outros devs acreditavam, e nunca eram postas em pratica. Resumindo, ele era um zé ninguem que ninguem ouvia...

Vai continuar sendo agora que "saiu" do time...

ele sempre foi chegado num mimimi e num  press release, então esse vai ser o ápice da carreira dele. Nunca mais ele vai conseguir tanta gente lendo o mimimi dele quanto dessa vez. Da proxima vez, já vão todos olhar pra essa e ver que ele estava mesmo era de mimimi e ignorá-lo.

Gostei do Mimimi Do Mike Hearn. Rsrsrsrs.... Ele está usando o chamado "Jus Esperneante"  Cheesy Cheesy Cheesy Cheesy


Pô, não sabia desse histórico do Mike Hearn, achava que ele era um cara respeitado no meio. Mas é óbvio que eu respeito muito mais o girino rsrs
algorista
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It's got electrolytes


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January 20, 2016, 07:52:42 PM
 #6

Está em andamento um esforço conjunto de alguns grandes bancos para promover o uso de um Blockchain sem um Bitcoin.

O Mike Hearn recebe dinheiro desse esforço dos bancos, daí tirem suas próprias conclusões.





30 top banks and Mike Hearn have now joined R3 Global Consortium
http://bravenewcoin.com/news/30-top-banks-and-mike-hearn-have-now-joined-r3-global-consortium/

Se o trabalho dele for promover divisão e caos, então parabéns a ele pelo ótimo desempenho.


+---------=====[ Rm 12:21 ]=====---------+
thms
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January 20, 2016, 09:06:07 PM
 #7

E essa foto da matéria com o Mike Hearn deitado num puff gigante hein?
girino
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January 20, 2016, 10:20:14 PM
 #8

(...)
Pô, não sabia desse histórico do Mike Hearn, achava que ele era um cara respeitado no meio. Mas é óbvio que eu respeito muito mais o girino rsrs

Ele era, ele fez muita coisa legal. o bitcoinj (biblioteca para bitcoin em java, base das wallets pra celular e do multibit) por exemplo foi um trabalho muito bacana dele.

Mas ai ele entrou nessa de não fazer nada, só dar palpites no desenvolvimento do bitcoin-core, e ai ficou pra trás...

girino
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January 21, 2016, 12:52:21 AM
 #9

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868-brigas-entre-programadores-ameacam-futuro-do-bitcoin.shtml

Quote
Mike Hearn, mimimi, mimimi, mimimi

E aí, alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?

Vai acontecer absolutamente nada. O Mike Hearn não é nem nunca foi importante no time do bitcoin-core. Sempre foi uma especie de "conselheiro" pra trazer ideias novas. Que sempre eram contrarias ao que os outros devs acreditavam, e nunca eram postas em pratica. Resumindo, ele era um zé ninguem que ninguem ouvia...

Vai continuar sendo agora que "saiu" do time...

ele sempre foi chegado num mimimi e num  press release, então esse vai ser o ápice da carreira dele. Nunca mais ele vai conseguir tanta gente lendo o mimimi dele quanto dessa vez. Da proxima vez, já vão todos olhar pra essa e ver que ele estava mesmo era de mimimi e ignorá-lo.

Gostei do Mimimi Do Mike Hearn. Rsrsrsrs.... Ele está usando o chamado "Jus Esperneante"  Cheesy Cheesy Cheesy Cheesy


Pô, não sabia desse histórico do Mike Hearn, achava que ele era um cara respeitado no meio. Mas é óbvio que eu respeito muito mais o girino rsrs


Viagem na maionese: Será que o dump que derrubou o preço essa semana foi o Mike Hearn vendendo os BTC dele? :-D

kizilsakal
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January 21, 2016, 01:53:56 AM
 #10

http://www1.folha.uol.com.br/tec/2016/01/1730868-brigas-entre-programadores-ameacam-futuro-do-bitcoin.shtml

Quote
Mike Hearn, mimimi, mimimi, mimimi

E aí, alguém tem algum palpite sobre o que vai acontecer?

Vai acontecer absolutamente nada. O Mike Hearn não é nem nunca foi importante no time do bitcoin-core. Sempre foi uma especie de "conselheiro" pra trazer ideias novas. Que sempre eram contrarias ao que os outros devs acreditavam, e nunca eram postas em pratica. Resumindo, ele era um zé ninguem que ninguem ouvia...

Vai continuar sendo agora que "saiu" do time...

ele sempre foi chegado num mimimi e num  press release, então esse vai ser o ápice da carreira dele. Nunca mais ele vai conseguir tanta gente lendo o mimimi dele quanto dessa vez. Da proxima vez, já vão todos olhar pra essa e ver que ele estava mesmo era de mimimi e ignorá-lo.

Gostei do Mimimi Do Mike Hearn. Rsrsrsrs.... Ele está usando o chamado "Jus Esperneante"  Cheesy Cheesy Cheesy Cheesy


Pô, não sabia desse histórico do Mike Hearn, achava que ele era um cara respeitado no meio. Mas é óbvio que eu respeito muito mais o girino rsrs


Viagem na maionese: Será que o dump que derrubou o preço essa semana foi o Mike Hearn vendendo os BTC dele? :-D

Eu não descartaria essa possibilidade. Afinal, alguém com o peso dele fazendo declarações como essa pra imprensa naturalmente derrubam a cotação. Se bem que já voltou a subir nervosamente hehe
girino
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January 21, 2016, 02:04:26 AM
 #11

(...)
Eu não descartaria essa possibilidade. Afinal, alguém com o peso dele fazendo declarações como essa pra imprensa naturalmente derrubam a cotação. Se bem que já voltou a subir nervosamente hehe

Não tou falando da declaração, estou falando dele ter vendido tudo que tinha, que deveria ser muito, e por iso o preço caiu. Agora voltou ao normal, porque ele ja vendeu tudo que tinha.

Googlulinks
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January 21, 2016, 02:42:50 AM
 #12

(...)
Eu não descartaria essa possibilidade. Afinal, alguém com o peso dele fazendo declarações como essa pra imprensa naturalmente derrubam a cotação. Se bem que já voltou a subir nervosamente hehe

Não tou falando da declaração, estou falando dele ter vendido tudo que tinha, que deveria ser muito, e por iso o preço caiu. Agora voltou ao normal, porque ele ja vendeu tudo que tinha.

Parece que está subindo novamente. Acho que deve ter sobrado um troco de Bitcoins na mão do Mike Hearn. Agora que aquele puff gigante é suspeito, isso é  Grin Grin

BitSend ◢◤Clients | Source
www.bitsend.info
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Segwit | Core 0.14 | Masternodes
XEVAN | DK3 | Electrum soon
Bitcore - BTX/BTC -Project












BSD -USDT | Bittrex | C.Gather | S.Exchange
Cryptopia | NovaExchange | Livecoin
Litebit.eu | Faucet | Bitsend Airdrop













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