Se ele vai ganhar o processo, tenho minhas dúvidas. Mas acredito que o jornal não deva permitir a publicação de conteúdos duvidosos que geralmente são patrocinados, afinal de contas, são fonte de informação considerada confiável por muitos que o acessam e, por mais que aleguem o contrário, com certeza influenciaram o leitor em questão.
Mas isso é sempre muito subjetivo.
Imagina que o jornalista, até se inscreve e testa a plataforma, tudo funciona como diz funcionar. Ele faz a reportagem. Se depois a empresa passado uns tempos faz uma fraude, o jornalista/jornal não tem culpa de ter falado bem.
Agora o processo tem de ser contra a tal empresa que fez fraude, e ser exigido ao jornal divulgar os dados de contacto que tiver e do pagamento do anúncio. Se eles não quiserem dar é que a história pode ser outra.
Segundo a lei, o jornal não pode ser responsabilizado porque a "justiça entende que o veículo de comunicação não integra a relação de consumo ou a cadeia de fornecimento do produto/serviço negociado" e os termos de uso deles mencionam a isenção dessa responsabilidade, até aí, tudo bem.
Mas, na minha opinião, permitir a publicação de anúncios do tipo "Ganhe US$ 5.000 por dia com a mineração em nuvem", "Descubra como ganhar mais de US$ 8.455 por dia" ou "mineração gratuita para garantir até US$ 90.000 por mês" é ser conivente mesmo que indiretamente, isso é totalmente fora da realidade e visivelmente enganoso...
É somente como penso que deveria ser e não como é, é questão de bom senso.