Mas, também temos de ser realistas, este mercado já lida com valores monetários bem elevados.
Já não pode ser apenas um aficionado das criptos ou um programador que monta uma exchange por consegue tecnicamente, que pode lidar com esses valores sem nenhum controlo ou senso de responsabilidade.
Mas uma corretora pequena vai lidar com menos dinheiro.. pode ter uma operação mais enxuta, oferecer taxas mais baratas, coisas novas..
Na minha opinião, isso ai mata a inovação.
Hoje, lidar com 1BTC é lidar com $100k. Antes era lidar com $1k... $10k!? Estamos a falar que os valores são 10, 20 ou muitas vezes superiores.
Mas antigamente as pessoas moviam 100 bitcoins por vez, por exemplo.. o preço não mudou muita coisa.. e aqui no Brasil, o maior volume é de stablecoins mesmo.
Os mesmo 100BTC, hoje valem 10x mais.
A questão é que quando os problemas não saem da esfera digital, a coisa vai andando.
Quando os problemas, começam a entrar nos tribunais as coisas mudam.
Ou seja, uma exchange vai a falência, os clientes perdem dinheiro. Depois vão para tribunais tentar recuperar algo. Mas, os tribunais deparam-se com falhas na legislação que os impede de agir corretamente. Por sua vez, as vitimas vão bater a porta das autoridades, a pedir apoio.
Depois, tens o outro lado, que são os bancos e outras instituições a reclamar: nós temos de seguir xpto de regulamentos, estas exchanges que movimentam tanto dinheiro como nós, estão livres de regulamentos.
Teres no mesmo mercado, uns que são obrigados a seguir uma regras, e outros sem regras, acaba por se injusto e desproporcional.
Também não concordo que isso estagna a inovação. O setor financeiro é prova disso mesmo. Foi possível surgir as Revoluts, XTBs e afins, num sector cheio de regras e regulamentos, que inovou e mostrou a muito banco tradicional como se pode fazer diferente.
Inovar é fazer diferente, jogando as mesmas regras que todos os outros jogam. Porque, fazer sem seguir as mesmas regras, não é inovar é fazer coisas de outra forma.