Cara além da ferramenta do street view é MUITO fácil para um criminoso montar um golpe ou planejar um crime
Com seus dados o criminoso vai lá e sabe onde você mora, coloca seu nome no Instagram ou Facebook e consegue ver vários lugares que você vai, frequenta, se fez viagem internacional, se tem iPhone, se tem carro bom, se anda com jóia, relógio etc
Com o e-mail consegue ver vários sites que tem cadastro, pois já vazou várias listas por aí
Com seu telefone consegue ligar pra você, consegue saber alguns lugares que você tem cadastro etc
O cara monta um ficha e se compensar vai pra cima
Eu comentei em outro tópico aqui nessa semana.. sobre uns casos de invasões domiciliares por engano na França..
Os caras não tem esse preparo ai não.. eles pegam um endereço vazado, contratam uns caras aleatórios que estão desesperados por dinheiro e mandam eles irem lá espancar a vítima até que ela transfira as moedas.. ou seja, são dados antigos, não há muito trabalho de inteligência e a parte física é muito amadora.. tem investidor que já havia se mudado da casa há anos!
Tem uns relatos das vítimas de que os sequestradores ficam ao telefone (falando com esse mandante) porque justamente não entendem nada de criptomoedas.
Ou seja, você vai apanhar igual mesmo não tendo criptomoedas.
Esses vazamentos estao mais relacionados a phishing.
Que eu saiba quase todos os usuários da coldcard foram roubados. Mas da ledger/ trezor todos receberam um email spam/phising que a maioria nem viu e foi parar no spam diretamente.
Sei que tem acontecido ataques desse tipo que voce falou a usuarios de cripto, mas pelo que vi sao mais baseados em rede social
A Chainalysis, referência do setor, publicou um relatório sobre esses casos há poucas semanas:
França, Estados Unidos, Brasil e Tailândia registraram o maior número acumulado de incidentes desde 2023, mas a França agora se encontra em um patamar à parte. Antes de 2025, a França havia registrado apenas alguns poucos incidentes violentos conhecidos relacionados a criptomoedas. Em 2025, esse número saltou para 19.
A seguir, examinamos a escala de ataques violentos relacionados a criptomoedas, quais países são os principais focos e o que os padrões *on-chain* revelam sobre os agentes de ameaça envolvidos. Também exploramos como um único vazamento de dados na França pode ter impulsionado um aumento drástico nos ataques contra detentores de criptomoedas.
Um vazamento de dados é a causa mais provável do aumento observado na França. Em 2024, um funcionário do fisco francês na região de Paris teria roubado e vendido dossiês sobre detentores de criptomoedas com alto patrimônio; esses documentos continham nomes, endereços, saldos de ativos, números de telefone e registros fiscais. Relata-se que intermediários criminosos adquiriram esses dossiês.
A frequência dos ataques era de aproximadamente 1,9 por mês em 2025, subindo para cerca de 4,6 por mês no primeiro semestre de 2026. Dois fatores podem estar impulsionando essa aceleração. Primeiro, em janeiro de 2026, as autoridades francesas tornaram público o caso do vazamento fiscal, gerando conscientização sobre o problema e possivelmente levando criminosos a acelerar o uso das informações contidas nos dossiês. Segundo, também em janeiro de 2026, a Waltio — empresa de declaração de impostos sobre criptomoedas — revelou um vazamento separado que afetou cerca de 50.000 usuários, gerando ainda mais dados úteis para que os atacantes criassem listas de alvos.
O *modus operandi* tende a ser amador no momento da violência física, mas profissional nas etapas inicial e final da operação. A maioria dos incidentes analisados foi premeditada, com as vítimas sendo selecionadas a partir de informações expostas — seja por meio de vazamentos de dados, atividades em redes sociais ou informações privilegiadas. Por outro lado, a execução da força física é cada vez mais terceirizada para grupos descartáveis e de baixa qualificação, muitos dos quais são recrutados via aplicativos de mensagens.
Para os detentores de criptomoedas, os dados ressaltam a importância da segurança operacional contra ataques físicos coercitivos (conhecidos como "ataques de chave inglesa" ou *wrench attacks*). Divulgar publicamente a posse de criptomoedas — seja em redes sociais, palestras em conferências ou atividades *on-chain* vinculadas a identidades conhecidas — pode transformar indivíduos em alvos. Práticas de privacidade e estratégias de custódia segura tornam-se cada vez mais importantes; além disso, o vazamento na autoridade fiscal francesa ilustra que as estruturas regulatórias que exigem a coleta de informações sensíveis devem, também, garantir uma proteção robusta desses dados.
Falaram só sobre o caso da agente da Receita francesa e da Waltio.. mas a Ledger é francesa e deve ter exposto dados de muita gente ali.. sem falar no
mais recente vazamento da Receita, que está fora desse relatório.
Aqui no Brasil, por enquanto, é mais rede social mesmo.. visto os casos do Rocelo (2017) e outras figuras públicas (influenciadores) mais recentemente.. acho que a situação mudaria bastante se uma corretora nacional sofresse um vazamento de dados.