Concordo com você.
Mas a culpa é só do CEO?
E a gerencia que pode decidir pra onde vão alguns outros bilhões, muitos desviados? A gerencia que pede controle de diversas das estatais e órgão em troca de apoio nas decisões do CEO?
Enquanto todo mundo só quer mudar o CEO, a gerencia aproveita.
Com certeza a culpa não é somente do CEO, mas é responsabilidade dele como líder, guiar a "empresa" e garantir a eficiência da equipe. Se a equipe falha, é o líder que leva a culpa.
Pensa em uma equipe de futebol, se o time está indo mal, quem eles demitem? Não é comum vermos jogadores sendo mandados embora do time no meio do campeonato, já o treinador…

E mesmo que o país já tenha trocado de CEO algumas vezes, a matéria está enfatizando que o atual está há mais tempo no comando do Brasil, três mandatos diretos e um indireto (governo Dilma). O que confirma, a ineficiência de sua gestão ou a sua política.
Na minha opinião, o problema é não haver continuidade na política, quando troca o governo, obras são abandonadas, projetos são alterados, ideias novas surgem e as anteriores perecem. É um eterno ciclo de começar e não terminar, um completo desperdício de dinheiro público.
"Eduardo Moreira explica o papel das estatais: “gerar qualidade de vida à população”
Segundo ele, o primeiro ponto é que “déficit não é prejuízo”, e que R$ 3 bilhões não são uma quantia exorbitante assim, quando comparada aos R$ 700 bilhões de juros da dívida que o governo paga por ano aos investimentos feitos pela “Faria Lima”.
As vezes temos que analisar se esse déficit é necessário, ou se só estamos jogando dinheiro fora. A população está sendo bem servida?
Pelo que parece, a população está bem longe de ser bem servida. Falta o básico em um país com abundância de recursos naturais e recursos financeiros (de janeiro até hoje, foram arrecadados, mais de
3 trilhões em impostos).
Cinco anos após o Marco Legal do Saneamento Básico entrar em vigor, o país não apresentou uma evolução significativa nos indicadores de saneamento básico. No Brasil, ainda há aproximadamente 34 milhões de pessoas que não acessam sistemas formais de água, e mais de 90 milhões sem coleta e tratamento de esgotos.
Os pesquisadores apontaram ainda a necessidade de mais investimentos. Conforme estimativas realizadas pelo Ministério das Cidades no Plano Nacional de Saneamento Básico, o país precisaria de um investimento médio superior a R$ 223,82 por habitante para viabilizar a universalização até 2033. De acordo com Pretto, o investimento atual é de R$ 126 por ano por habitante.
Ao todo, o Plano Nacional de Saneamento Básico estima a necessidade de aproximadamente R$ 511 bilhões, a preços de dezembro de 2021, para se alcançarem as metas de universalização. De acordo com o Instituto Trata Brasil, descontado o que já foi investido, atualizado o valor para 2023, restam ainda R$ 454,1 bilhões a serem investidos, o que equivale a R$ 45,1 bilhões por ano entre 2024 e 2033 para que todos os brasileiros tenham acesso ao saneamento básico.
Fonte:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-08/estudo-aponta-estagnacao-no-saneamento-5-anos-apos-novo-marco-legalBrasil às escuras: 450 mil pessoas ainda vivem sem energia elétrica em 2025
No mesmo país dos Data Centers, há quem ainda use lampião.
Fonte:
https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2025/09/19/brasil-as-escuras-450-mil-pessoas-ainda-vivem-sem-energia-eletrica-em-2025.ghtmlEssa notícia faz menção às comunidades do Paraná. Mas com certeza, outras comunidades de outros estados do Brasil enfrentam o mesmo problema.
Tenho minha posição política, mas não sou bitolado, e sou consciente de que, no final das contas, nenhum que prometeu, tendo sido eleito, mudou algo de verdade, algumas coisas podem ter melhorado, outras piorado, mas mudanças concretas, nenhuma.