Se houver disputa: Alguém paga uma taxa para "Desafiar". O caso vai para o 'contrato governador'. A comunidade vota com tokens para decidir a verdade.
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Acham viável?
Não ficou totalmente claro como a comunidade, e quem votaria com tokens. Mas julgando apenas o que eu entendi, se todos os apostadores tiverem um token, ganha quem tiver em maior número, ou a aposta que recebeu maior quantidade de apostadores. Caso o peso do voto seja proposcional à quantidade de tokens, os apostadores votam no seu resultado (aquele que lhes dá lucro) e ganha o resultado dos apostadores com mais tokens. Em nenhum caso pode-se garantir que o resultado é a verdade, apenas por coincidência.
Saiba que estás a resolver um dos santo graals da economia descentralizada, que é como eliminar oráculos. Torço pra você encontrar uma solução mas não acredito que exista, acho que a solução é descentralizar o oráculo, e não eliminá-lo.
Opa

Obrigado pelo feedback. Ele me ajudou e fazer algumas verificações.

Você tocou num ponto crucial: o conflito de interesses. Se deixarmos os apostadores decidirem o resultado do próprio mercado, é claro que o sistema falharia.
Mas a minha lógica opera de forma ligeiramente diferente para mitigar isso, usando um incentivo econômico em vez de confiança cega:
a) Quem aposta não é necessariamente quem vota. O voto é exclusivo dos holders do token de governança, que muitas vezes não têm exposição àquela aposta específica, mas têm interesse na credibilidade da plataforma a longo prazo.
b) Um apostador mal-intencionado precisaria comprar a maioria dos tokens de governança para fraudar o resultado. O custo para adquirir 51% do protocolo é exponencialmente maior do que o lucro de qualquer aposta individual. Matematicamente, o ataque não compensa.
c) Para fatos públicos (ex: "Brasil ganhou"), a verdade é o ponto focal óbvio. Se a governança votar contra a realidade observável, o token do protocolo perde valor no mercado. A "recompensa" do jurado é manter o valor do seu patrimônio (o token), que colapsaria se a DEX perdesse a credibilidade.
d) O "Desafiante" deve depositar uma garantia (Bond) alta. Se a comunidade votar contra ele, esse valor é confiscado. Isso elimina o spam.
Não eliminamos o oráculo, nós descentralizamos e o tornamos mais eficiente para mercados pequenos. Em vez de pagar taxas contínuas para a Chainlink para cada mercado minúsculo, usamos a 'ameaça' da auditoria comunitária para manter o sistema honesto a baixo custo.
Para fatos públicos e verificáveis, acredito ser o equilíbrio ideal entre custo, segurança e descentralização para este projeto.
Para proteger o protocolo na fase inicial contra ataques de 51%, a equipe fundadora mantém um 'Veto de Segurança' através do timelock. Este poder será removido gradualmente à medida que a distribuição de tokens se tornar suficientemente descentralizada ou não (depende da comunidade).
Isso significa que se um sabotador comprar 51% dos tokens e passar uma votação para dizer que "O Brasil perdeu" (quando ganhou), essa decisão não entra em vigor imediatamente. Ela tem de ficar "de molho" no Timelock por, por exemplo, 2 dias.
Acho que ficou mais ou menos claro.